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::A História do Valqueire
A história do valqueire vai de encontro com a de
Jacarepaguá
(Página 4 - Continuação...)
Como a origem desse topônimo remonta os tempos colônias,
é possível que tenha acontecido alguma batalha
entre portugueses e índios na atual região
da Praça Seca. Aberta pelos colonizadores há
mais de 300 anos, a estrada de Jacarepaguá (atual
Rua Cândido Benício) era passagem obrigatória
dos tropeiros e carruagens que se dirigiam para Irajá
ou para Cidade vindos da Freguesia do Loreto.
A princípio, somente o perímetro ao redor
da Igreja Nossa Senhora do Loreto era chamado de Jacarepaguá.
Ao passar dos tempos, porém, o topônimo identificava
também as terras vizinhas. Em virtude de ser cortado
pela Estrada de Jacarepaguá, o vale do Maranguá
acabou fazendo parte de Jacarepaguá.
Toda região do vale do Marangá, do Campinho
ao Tanque, era a Fazenda do Engenho de Fora, que foi fundada
pelo Governador Salvador Correia de Sá e Benevides
no século XVII.
Quando exerceu o cargo de governador do Rio de Janeiro,
ele proporcionou muitos melhoramentos em Jacarepaguá,
inclusive no Engenho de Fora.
Para facilitar os viajantes que se dirigiam para a Estrada
Real de Santa Cruz, na altura da Fazenda do Valqueire
foi aberta uma variante, que se chamou Estrada do Macaco
(o trecho atual é a Rua Quiririm, parte da Rua
Luis Beltrão e parte da Rua Baronesa), para encurtar
o acesso a Estrada de Jacarepaguá.
No ponto de bifurcação do novo caminho surgiu
um pequeno logradouro, que recebeu o nome de Largo do
Asseca, em homenagem aos Viscondes de Asseca, descendentes
do General Correia de Sá e Benevides. Por metaplasmo
popular, houve a supressão das duas primeiras letras
da palavra Asseca, quando o Largo transformou-se em praça:
Praça Seca ao invés de Praça Asseca.
Salvador Correia de Sá e Benevides vendeu o Engenho
de Fora ainda no século XVII para Pedro Martins
Negrão e Antônio da Silveira Vilas Lobos.
O engenho teve outros proprietários até
o final do século XVIII: Manoel Correia de Araújo,
Tomás Faleiro Homem, João Barbosa Sá
Freire e Francisco de Macedo Freire de Azevedo Coutinho.
Este último, em 1796, transferiu o engenho para
o Juiz de Orfãos Francisco Teles Barreto de Meneses,
avô do Barão da Taquara.
Ao falecer, o Juiz deixou suas terras em Jacarepaguá
para serem divididas entre seus filhos. O Engenho de Fora
coube a Dona Maria Rosa Teles de Meneses (1796 - 1837).
Ao morrer, solteira e sem filhos, ela deixou o engenho
para a sobrinha Ana Maria Teles Barreto de Meneses, casada
com o Comendador Francisco Pinto da Fonseca, pais do Barão
da Taquara.
(Nossos agradecimentos aos colaboradores e em especial
ao pesquisador e historiador Carlos Araújo, que
nos autorizou a publicação de sua obra JACAREPAGUÁ
DE ANTIGAMENTE).